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AMÁLIA RODRIGUES - PARIS 1960

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AMÁLIA RODRIGUES - PARIS 1960

 

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Details:

01. LUA LUAR
02. CALUNGA
03. QUEM O FADO CALUNIA
04. FADO GINGÃO
05. FADO MADRAGOA
06. OLÉ MI MORENA
07. BARCO NEGRO (MÃE PRETA)
08. GUITARRA TRISTE
09. UMA CASA PORTUGUESA
10. LERELE
11. AÏE! MOURIR POUR TOI
12. COIMBRA (AVRIL AU PORTUGAL)
13. TREPA NO COQUEIRO
14. LISBOA ANTIGA
15. DON TRIQUI TRAQUE

Detalhes

Em 1960 Amália Rodrigues é primeiríssima figura em Paris, posição alcançada sobretudo graças as suas memoráveis prestações ao vivo ao longo da década de 50, nomeadamente nas históricas aparições no Olympia das quais resultaria um dos seus LP´s de maior sucesso. Em «Amália at the Paris Olympia» editado em 1957, a escolha de repertório revelava maturidade artística, e um forte sentido de “palco”, mas para a gravação de “Bobino”, três anos mais tarde, o arrojo é total, percebendo-se claramente pelos temas escolhidos como abertura para o espectáculo: «Lua, Luar» e «Calunga» são dois temas brasileiros - de um Brasil profundo - reconhecidamente influenciados pelas sonoridades africanas levadas pelos portugueses, como se se tratasse de uma homenagem à diáspora portuguesa, na qual Amália personifica uma versão moderna e actual. Com um início tão avassalador e inteligente, Amália Rodrigues convoca de imediato o público para uma viagem única. Depois dos temas brasileiros, surgem três temas portugueses: “Quem o Fado Calunia”, “Fado Gingão” e “Fado da Madragoa ”, e logo após, Amália “pega” na canción española, plena de ganas em «Olé Mi Morena», mergulhando de seguida na melancolia do balanceado «Barco Negro», uma versão do tema «Mãe Preta» do compositor brasileiro Caco Velho, mas que se tornara com toda a propriedade num clássico luso-brasileiro graças ao poema de David Mourão-Ferreira. “Guitarra Triste” e o inevitável “Uma Casa Portuguesa”, antecedem nova passagem por terras de Espanha. A “Lerele” que canta magistralmente, segue-se, já em francês “Aïe! Mourir Pour Toi”, escrito por Charles Aznavour propositadamente para ela e que conhece nesta, a sua melhor interpretação, com o público extasiado logo após o anúncio do tema por parte da artista. Depois, “Coimbra”, um ex-líbris popularizado mundialmente por Amália é obrigatório, (a canção portuguesa de maior sucesso em todo o mundo) e de novo o Brasil em “Trepa no Coqueiro”, uma embolada escrita por Ari Kerner Veiga de Castro. “Lisboa Antiga” surge em jeito de despedida, quase como se tratasse de uma homenagem (e um retorno) às origens. Mas o grand finale ficaria reservado para “Don Triqui Traque”, um êxito do cantor espanhol Miguel de Molina, aqui numa versão plena de vigor, perfeita para a conclusão de um espectáculo que acaba em absoluta apoteose. Este espetáculo não é simplesmente resultado de uma das melhores artistas e intérpretes de sempre. Este disco é resultado da inteligência de uma artista que já trazia o futuro consigo. Quem passados 50 anos terá semelhante arrojo?

Informação Adicional

Artista: AMÁLIA RODRIGUES
Intérprete: AMÁLIA RODRIGUES
Descrição: Em 1960 Amália Rodrigues é primeiríssima figura em Paris, posição alcançada sobretudo graças as suas memoráveis prestações ao vivo ao longo da década de 50, nomeadamente nas históricas aparições no Olympia das quais resultaria um dos seus LP´s de maior sucesso. Em «Amália at the Paris Olympia» editado em 1957, a escolha de repertório revelava maturidade artística, e um forte sentido de “palco”, mas para a gravação de “Bobino”, três anos mais tarde, o arrojo é total, percebendo-se claramente pelos temas escolhidos como abertura para o espectáculo: «Lua, Luar» e «Calunga» são dois temas brasileiros - de um Brasil profundo - reconhecidamente influenciados pelas sonoridades africanas levadas pelos portugueses, como se se tratasse de uma homenagem à diáspora portuguesa, na qual Amália personifica uma versão moderna e actual. Com um início tão avassalador e inteligente, Amália Rodrigues convoca de imediato o público para uma viagem única. Depois dos temas brasileiros, surgem três temas portugueses: “Quem o Fado Calunia”, “Fado Gingão” e “Fado da Madragoa ”, e logo após, Amália “pega” na canción española, plena de ganas em «Olé Mi Morena», mergulhando de seguida na melancolia do balanceado «Barco Negro», uma versão do tema «Mãe Preta» do compositor brasileiro Caco Velho, mas que se tornara com toda a propriedade num clássico luso-brasileiro graças ao poema de David Mourão-Ferreira. “Guitarra Triste” e o inevitável “Uma Casa Portuguesa”, antecedem nova passagem por terras de Espanha. A “Lerele” que canta magistralmente, segue-se, já em francês “Aïe! Mourir Pour Toi”, escrito por Charles Aznavour propositadamente para ela e que conhece nesta, a sua melhor interpretação, com o público extasiado logo após o anúncio do tema por parte da artista. Depois, “Coimbra”, um ex-líbris popularizado mundialmente por Amália é obrigatório, (a canção portuguesa de maior sucesso em todo o mundo) e de novo o Brasil em “Trepa no Coqueiro”, uma embolada escrita por Ari Kerner Veiga de Castro. “Lisboa Antiga” surge em jeito de despedida, quase como se tratasse de uma homenagem (e um retorno) às origens. Mas o grand finale ficaria reservado para “Don Triqui Traque”, um êxito do cantor espanhol Miguel de Molina, aqui numa versão plena de vigor, perfeita para a conclusão de um espectáculo que acaba em absoluta apoteose. Este espetáculo não é simplesmente resultado de uma das melhores artistas e intérpretes de sempre. Este disco é resultado da inteligência de uma artista que já trazia o futuro consigo. Quem passados 50 anos terá semelhante arrojo?
Ref CNM455CD
Formato: CD
EAN 5606265005993
Editora: CNM

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