Editora

Criada por Nuno Rodrigues em 1993, a Companhia Nacional de Música é uma empresa Editora, Produtora e Distribuidora de fonogramas e videogramas musicais, que tem como Missão a produção, valorização e divulgação de obras de âmbito cultural.

Tendo contribuído decisivamente para a descoberta e produção de novos talentos nacionais a partir da segunda metade da década de 70 e representado a quase totalidade das “indie labels” no mercado português, com o projecto da CNM Nuno Rodrigues apostou na divulgação de nomes e projectos de qualidade no panorama da música ligeira portuguesa e trouxe para Portugal a representação das mais prestigiadas marcas mundiais na referência de Música Clássica, Ópera e Bailado, como a Opus Arte, Arthaus, Euroarts, Naxos, Wigmore, Soli Deo Gloria, Christopher Nupen Films, Capriccio, BR Klassik e TDK.

Com a aquisição da editora Strauss, em 2003, que detinha já o catálogo das extintas Sassetti e Zip-Zip, a CNM representa nomes fundamentais da música portuguesa, que lhe permite a produção de Edições Especiais e uma forte aposta no tratamento do Fado. Como Editora, a CNM possui um significativo catálogo de Publishing com temas da música portuguesa, como por exemplo “Nem às Paredes Confesso”, “Foi Deus” e “Teus Olhos Castanhos”, tendo dado uma especial atenção à obra de Freitas Branco. Mais recentemente, começou a editar partituras e manuais adoptados no ensino de Música, como a “Teoria Musical” e “Solfejos de Artur Fão”.

Inserindo-se na sua política de divulgação cultural, desde Dezembro de 2010 a CNM deu continuidade ao projecto dos “Livros que se ouvem”, iniciando a reedição da colecção de livros falados com Fernando Pessoa narrado por João Villaret e Mário Viegas e Jorge de Sena narrado pelo próprio.

No que respeita ao Domínio Público, a CNM foi a primeira companhia a registar a propriedade de obras gravadas, sendo de salientar o significativo número de obras de Amália Rodrigues e as obras de nomes fundamentais quer do nosso património quer dos mais representativos da cultura ocidental da década de 50, como João Gilberto, Jacques Brel ou Miles Davis. Assim, a qualidade do conjunto do seu significativo acervo confere hoje à CNM uma posição que lhe permite afirmar-se entre os agentes de produção e divulgação da cultura ocidental que emerge do rescaldo do pós II Guerra Mundial e a cuja vitalidade se atêm as raízes das correntes de Música e Literatura que atravessaram toda a segunda metade do século XX.