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A Companhia Nacional de Música funciona desde 1993 como Editora, Produtora e
Distribuidora de fonogramas e videogramas musicais, sendo desde o início
dirigida por Nuno Rodrigues. Como Produtora e Editora independente a funcionar
no peculiar mercado português, a CNM tem sabido construir um percurso de relevo
e que contribuiu mais do que uma vez para a revelação de nomes e projectos de
reconhecida qualidade. Beneficiando da experiência de Nuno Rodrigues, que desde
a segunda metade da década de 1970 contribuiu decisivamente para a produção e
descoberta de novos talentos nacionais e durante as décadas de 1980 e 1990
representou a quase totalidade das “indie labels” neste mercado. Foi ao longo da
última década e meia que a CNM passa a representar as mais prestigiadas marcas
de Música Clássica, de Ópera e de Bailado: Opus Arte, Arthaus, Euroarts, Naxos,
Wigmore, Soli Deo Gloria, Christopher Nupen Films, Capriccio, BR Klassik, TDK,
entre outras, verdadeiras referências para qualquer companhia no Mundo.
Com a aquisição da editora Strauss, em 2003, que detinha já o catálogo das
extintas Sassetti e Zip-Zip, a CNM veio assim enriquecer de forma substancial o
seu catálogo, passando a representar a quase totalidade da obra de Júlio Pereira
e trabalhos da Banda do Casaco, de Fernando Tordo, de Luís Cília e de Né
Ladeiras, além de muitos outros nomes fundamentais da música portuguesa.
Recentemente, organizou edições especiais da obra de Fernando Lopes-Graça,
Barata Moura e José Afonso. Também o fado tem sido tratado de forma especial na
CNM, que ajudou à consagração de Joana Amendoeira, Ricardo Ribeiro e tantos
outros.
No que respeita ao Domínio Público, a CNM foi a primeira companhia a registar a
propriedade de obras gravadas das quais se destaca um significativo número de
obras de Amália Rodrigues e a prosseguir essa política editorial, com nomes
fundamentais quer do nosso património quer dos mais representativos de outras
culturas. Nomes como João Gilberto, Jacques Brel, Miles Davis e tantos outros.
A CNM para além de Produtora é Editora e possui no seu significativo catálogo de
Publishing, alguns dos mais importantes temas da nossa música, como por exemplo:
“ Nem às Paredes Confesso”, “ Foi Deus”, “ Teus Olhos Castanhos” e obras de
Freitas Branco.
ecentemente iniciaram a edição de partituras e de alguns manuais oficialmente
adoptados como a “Teoria Musical” e “Solfejos de Artur Fão”.
Em Dezembro de 2010, a CNM começou a reeditar os “ Livros que se ouvem”. Não
poderia ter iniciado a Colecção de melhor maneira: Fernando Pessoa por João
Villaret e Mário Viegas e Jorge de Sena pelo próprio.
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